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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

BATATAS AO FORNO COM ZAATAH

Semana passada aproveitei uma liquidação de produtos árabes do supermercado e comprei um potão de zaatah e outro igual de tahine. Decidi me aventurar pelos sabores do meio-oriente.  Aos poucos vou testar algumas receitas tradicionais (as simples, okay?) e quem sabe criar alguma coisa nova, meio fusion, meio confusion....rs.  O lance é aumentar o repertório e me arriscar um pouco. E a primeira produção dessa leva é uma receita básica e excelente para variar o tempero tradicional à base de azeite e alecrim. Dessa vez usei o zaatah, uma mistura pronta de tomilho, summac (especiaria árabe) e gergelim. Fica ótima como acompanhamento de carnes, frango e peixes assados.

BATATAS AO FORNO COM ZAATAH

12 batatas pequenas cortadas em 4 (não é a batata bolinha)
Azeite de Oliva
Sal e Pimenta do Reino ao seu gosto
3 colheres de sopa bem cheias de zaatah
10 sementes de cardamomo descascadas e bem trituradas (opcional, mas se fosse vc não dispensava)

Pré-aqueça o forno no máximo. Lave bem as batadas e corte-as (não precisa descascá-las). Em um refratário ou assadeira espalhe bastante azeite até cobrir todo o fundo. Ponha todos os temperos e misture bem com a ponta dos dedos. Junte as batatas e misture tudo de forma que tempero envolva bem todos os pedaços de batata. Leve ao forno por 40 a 50min até ficar bem dourado.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

CHILES RELLENOS

Neste fds fomos curtir o calorzão pós-frente-fria à beira da piscina do nosso querido amigo Adriano. A ideia seria um almoço colaborativo, onde cada convidado levasse algo. Após alguns telefonemas para a turma, decidimos o menu coletivo. Eu fui de Mexico style e investi nos chiles rellenos e chili con carne. A Vivian arrasou (como sempre) com seu empadão de palmito, que em breve estreiará por aqui. Para aqueles que têm medo de comida mexicana pq acha que sempre vai ser apimentada. Esta é uma excelente receita para provar o contrário, já que fica tão bom com ou sem pimenta ardida.


CHILES RELLENOS (pimentas suaves recheadas) - 10 porções


10 pimentas americanas (parecem com nosso pimentão verde, mas são mais claras, finas e compridas e tb não ardem)
700g de bifes de pernil de porco cortados em cubos
300g de carne moída
4 colheres de sopa de polpa de tomate
4 colheres de sopa de leite
1 pãozinho francês amanhecido em pedaços
1 cebola grande bem picada
1/3 pimentão verde médio bem picado
1/3 pimentão vermelho bem picado
1 colher de café rasa de pimenta chilli em pó (é bem mais suave que a cayenne)
Talos de 1 maço de coentro (guarde as folhas para outra receita)
2 dentes de alho bem picados
Óleo para refogar
Azeite para untar
Sal e pimenta do reino ao seu gosto
Queijo parmesão ralado grosso para gratinar


Pré-aqueça o forno a 200oC. Em uma panela esquente o óleo e doure a cebola. Junte os pimentões e doure-os também. Empurre um pouco a cebola e pimentões pro lado e na parte vazia, ponha um pouco mais de óleo e doure o alho. Misture tudo e acrescente a carne moída e mexa bem até ela mudar completamente de cor. Repita a operação com a carne de porco. Adicione a polpa de tomate, tempere com sal e pimenta, mexa e tampe a panela. Deixe cozinhar por 10 minutos em fogo médio. Tire do fogo e quando esfriar, ponha a mistura no processador de alimentos com os talos de coentro, o leite e o pão. Bata até virar um creme uniforme (no começo use a função pulsar). Abra as pimentas no comprimento e retire as sementes e todas as membranas brancas. Recheie as pimentas e leve-as para assar, regadas com um fio de azeite, uma pitada de sal e queijo em cima de cada pimenta. Asse até as pimentas murcharem e dourarem. Sirva ainda quente.


PS: o recheio das pimentas deve ficar bem dourado em cima, mas úmido e cremoso no meio.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ARROZ JASMIM COM COCO

Encerrando os posts de receitas servidas no jantar à Vera, segue essa receita de arroz jasmim perfeita para acompanhar peixe e frutos do mar. Esta receita foi uma unanimidade entre todos, apesar de sua simplicidade. Então, melhor que isso impossível! Surpreenda-se com o sabor e aroma desse prato aparentemente tão trivial.

ARROZ JASMIM COM COCO

2 xícaras de arroz jasmim
1 garrafa pequena de leite de coco
750ml de água
Sal ao seu gosto
½ pacote de coco ralado (não pode ser o adoçado, se for o fresco melhor ainda!)
Óleo para refogar

Em uma panela ponha para ferver a água, o leite de coco, o coco ralado e o sal. Em outra, aqueça o óleo e refogue o arroz por 2 ou 3 min. Junte a água fervente ao arroz, mexa rapidamente e tampe. Deixe em fogo médio por 10min ou até que a água seque. Apague o fogo e deixe tampado por mais 5min, antes de soltar o arroz com um garfo e servi-lo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ARROZ JASMIM COM COCO

Depois de algumas semanas de ausência. Chego com novidades. Andei me aventurando por uns restaurantes novos e mesmo naqueles que não eram de tendência oriental, acabei por provar comida de inspiração tailandesa. Sem perceber acumulei 5 experiências seguidas sobre a mesma culinária. Devia estar muito desligado para eu não ter percebido isso antes!...rs. Praqueles que tem receio, saibam que eu gostei do que comi. Basta vc ficar de olho no teor de pimenta e no mix de ingredientes. Sempre vai ter algo que você consiga comer e gostar. Em todas essas aventuras, os pratos escolhidos acompanhavam arroz jasmim. E ele quase sempre é feito com pouquíssimo tempero (as vezes nem sal é colocado), pois serve para aliviar os sabores fortes dos curries e especiarias que temperam os pratos. Seu sabor suave e aroma delicado é um excelente contraponto na picância e exotismo dos pratos. Para os que gostaram da ideia, vamos começar pelo básico!


ARROZ JASMIM COM COCO

1 xícara de chá de arroz jasmim (pode improvisar com um bom agulhinha)
1 ¼ de xícara de chá de água fervente
1 ¼ de xícara de chá de leite de coco
Sal ao seu gosto (opcional)
Meia xícara de coco ralado (para decorar)
1 colher de óleo de milho (para refogar)

Ferva a água com o leite de coco. Refogue o arroz com o óleo por 2 minutos. Ponha o sal e mexa bem. Junte a água com o leite de coco, e volte a mexer. Abaixe o fogo e tampe. Deixe cozinhando até a água secar e o arroz ficar cozido e solto. Desligue o fogo e deixe esfriar um pouco com a panela ainda tampada, por 5 min. Com a ajuda de um garfo, solte todo o arroz e passe-o para uma travessa. Polvilhe o coco ralado por cima e sirva ainda quente. Use com acompanhamento de pratos de peixes e frutos do mar com molhos fortes.

PS: se vc achar q ficou sem tempero o suficiente pro seu paladar, recomendo que em uma segunda tentativa, adicionando um toque brasileiro: 1 folha de louro e um pouco de alho picado. Fica bem delicioso também. Se quiser manter uma linha mais oriental, pode por um pouco de curry.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

NUGGETS DE FRANGO C/ MOLHO AGRIDOCE

Ainda na onda de faça o seu mesmo. Agora vamos atacar os nuggets de frango. Descolei uma receita bico de nuggets e com certeza sem aquela textura de borracha empanada dos fast foods tradicionais. Vamos voltar ao básico, comida feita em casa, pois vai ser tão saboroso quanto o da lanchonete e garanto mais nutritivo. Pegue seu franguinho e sua faca e mãos à obra!

NUGGETS DE FRANGO C/ MOLHO AGRIDOCE

NUGGETS
2 filets grandes de peito de frango s/ pele e osso.
½ xícara de chá de farinha de trigo
½ xícara de chá de chá de corn flakes (sem açúcar) triturados (ponha em um saco plástico e passe o rolo de massa em cima até virar pó)
1 ovo levemente batido (para empanar)
Páprica picante, pimenta do reino e sal ao seu gosto

MOLHO AGRIDOCE
½ xícara de chá de suco de laranja
½ xícara de chá de suco de abacaxi
½ xícara de chá de vinagre branco
2 colheres de sopa de açúcar mascavo (o açúcar branco não dá o mesmo resultado, mas pode ser um paliativo)
Gotas de molho de pimenta
2 colheres de chá de amido de milho (maisena)
2 colheres de sopa de água

Antes de qualquer coisa, ponha o forno para pré-aquecer a 180º. Corte os peitos de frango em cubos grandes de aproximadamente 3cm. Tempere-os com páprica, sal e pimenta do reino. Envolva-os na farinha de trigo, retire o excesso, batendo levemente em cada pedaço. Passe cada pedaço por vez no ovo batido e depois nos corn flakes para terminar de empaná-los. Leve os pedaços de frango à geladeira por 30mim. Enquanto isto faça o molho. Em uma panela, ponha os sucos, o vinagre, o molho de pimenta e o açúcar e leve para ferver, mexendo bem até o açúcar se dissolver. Em um copo misture bem o amido de milho e a água, sem formar grumos. Junte essa mistura à panela e mexa bem para não empelotar. Espere engrossar e deixe fervendo por mais 2 minutos e tire do fogo para esfriar. Forre uma ou duas assadeiras com papel alumínio e distribua os pedaços de frango e leve-as ao forno por 10 a 15min ou até ficarem douradas. Sirva-os ainda quentes acompanhados do molho.

PS: se vc tem pavor, agonia, nojo, ou qualquer outro sintoma freak só de pensar em picotar uns peitinhos de frango (rs), vc pode comprá-los já cortados. Procure pacotes congelados de "filezinhos de peito de frango", eles vêm limpinhos sem pele, sem gordura e cortados em tiras grossas, em embalagens de 1kg. São perfeitos para fazer yakissoba, tacos ou strogonoff de frango.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

BIFUN DE VERÃO (macarrão de arroz)

Outra receita que me lembrei hoje no almoço foi a de bifun, que também é de uma rapidez absurda e que eu como com uma felicidade imensa. Vocês vão ficar chocados como a receita é simples e o sabor é de uma delicadeza atroz. Para quem gosta de yakimeshi, vai essa variação com esse macarrão de arroz. Enjoy it!


BIFUN DE VERÃO (macarrão de arroz) – 4 porções

1 pacote de bifun (macarrão de arroz)
2 pepinos japoneses ralados em tiras bem finas (pepino japonês é menor, mais fino e saboroso...sem duplo sentido, okay?!)
2 cenouras médias raladas em tiras bem finas
3 ovos
Gotas de óleo de gergelim
Óleo de milho ou de canola
Manteiga ou margarina (para fritar os ovos)
1 cubo de caldo de frango ou de vegetais
1 talo de cebolinha picada em rodelas finas
2 colheres de gergelim preto (opcional)

Pique e corte todos os ingredientes com antecedência, pois o preparo do bifun é muito rápido. Ferva 2 litros de água e cozinhe o bifun por 3 minutos e escorra bem. Enquanto isso, bata ligeiramente os ovos e em uma frigideira grande e untada com manteiga, faça uma omelete não muito grossa. Doure a omelete dos dois lados e ponha-a em um prato para esfriar um pouco. Enrole a omelete como se fosse um rocambole e corte-a em rodelas não muito grossas. Na mesma frigideira, ponha um pouco de óleo de milho ou de canola, esfarele o cubo de caldo de frango ou de legumes. Acrescente umas gotas de óleo de gergelim e refogue a cenoura por 2 minutos. Junte as tiras de omelete e pepino e mexa bem. Abaixe o fogo, acrescente o bifun e mexa delicadamente até ele incorporar todo o tempero. Retire do fogo, passe para uma travessa de serviço e polvilhe cebolinha e gergelim por cima. Sirva quente.

MISSOSHIRO COM TOFU E SHIMEJI

Voltando ao básico e às receitas mais que rápidas para as horas de hungry descontrol. Publico uma receita bico, deliciosa e saudável. Hoje no almoço relembrei desta receita. E para quem mora em Fortaleza e tem a sorte de poder ir ao Ito Sushi Bar, peça-a como entrada para a sua rodada dos melhores sushis da cidade. Banzai!

MISSOSHIRO COM TOFU E SHIMEJI (sopa de soja fermentada) – 2 porções

½ litro de água
2 colheres de sopa bem cheias de massa de missô (a branca é a mais suave que a escura)
½ pacote de tofu (queijo de soja) cortado em cubos não muito grandes
1 ramo de cebolinha picada em rodelas finas (inclusive os talos)
1 pacote de hondashi (opcional – tempero à base de peixe desidratado)
1 xícara de shimeji picado em tiras grossas

Enquanto a água ferve, você pica tudo. Dissolva o missô na água fervente. Junte o shimeji, o tofu, o hondashi e misture bem. Deixe ferver por mais 5 minutos. Retire do fogo e junte a cebolinha. Sirva quente.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SALADA DE QUINUA E CAMARÕES

Ainda no momento quinua, tem uma salada que adoro e acho perfeita para você servir de entrada para os seus convivas, ou em pequenas cumbuqinhas em eventos e coquetéis. Leve e suculenta, é perfeita para abrir o apetite e aguçar o paladar para pratos mais encorpados.

SALADA DE QUINUA E CAMARÕES – 4 porções

1 xícara de chá de quinua crua
2 xícaras de chá de água (para cozinhar a quinua)
Sal ao seu gosto
4 tomates sem sementes cortados em cubinhos
200g a 300g de camarões médios descascados, descongelados e cozidos no vapor
1/2 xícara de salsa picada ou coentro
4 colheres de sopa de azeite de oliva
Suco de meio limão
Pimenta do reino moída ao seu gosto
1 pitada de páprica doce

Cozinhe a quinua com a água (sempre na proporção de 1 parte de quinua para 2 de água) e um pouco de sal, por 10 a 15 minutos, até que ela dobre de tamanho. Escorra bem (ponha um pano em uma peneira e deixe escorrendo, apertando de vez em quando). Tempere os camarões cozidos com um pouco de sal, azeite, limão, pimenta e páprica. Misture-os com a quinua já fria e o coentro/salsa, e deixe na geladeira por 2h antes de servir. Pouco antes de servir, finalize o tempero da salada com mais sal, pimenta, limão e azeite, assim, o sal não irá desidratar os tomates e deixar sua salada aguada. Misture bem e sirva ainda gelada.

PS: nada impede de servir essa salada quente. Dessa maneira os ingredientes e temperos terão seus sabores mais exaltados, deixando sua degustação mais reconfortante que sua versão fria e refrescante.

TABULE DE QUINUA

Recentemente tenho me deparado com bastantes receitas de quinua por aí, nos buffets da vida. O mais interessante disso, é que além de ter um sabor delicado, este cereal serve de base para excelentes saladas, dando substância a elas e absorvendo bem os temperos utilizados. Para quem ainda não sabe a quinua é rica em proteínas (mais que a carne, ovos ou leite), vitaminas e sais minerais, sendo assim um alimento completo. Outra informação importantíssima é que apesar de ser rica em amido (347kcal/100g), não contém glúten. O que é um alívio para quem tem celíacos na família. Renda-se à delicadeza desse ingrediente, que em minha opinião, é uma excelente opção para uma refeição leve e serve de base para você adicionar outros ingredientes e sabores, tanto quanto outro hours concours nestes quesitos - o couscous marroquino. Mas com uma grande vantagem em relação a este, já que a quinua é muito mais nutritiva.

TABULE DE QUINUA – 4 porções

1 xícara de chá de quinua crua
2 xícaras de chá de água (para cozinhar a quinua)
Sal ao seu gosto
4 tomates sem sementes cortados em cubinhos
1 pepino cortado em cubinhos
1/2 xícara de salsa picada (somente as folhas)
1/4 xícara de folhas de hortelã picada  (somente as folhas)
4 colheres de sopa de azeite de oliva
Suco de meio limão
1 pitada de pimenta síria (opcional – lembre-se, a pimenta síria é um mix de especiarias, é mais aromático que realmente ardido)

Cozinhe a quinua com a água (sempre na proporção de 1 parte de quinua para 2 de água) e um pouco de sal, por 10 a 15 minutos, até que ela dobre de tamanho. Escorra bem (ponha um pano em uma peneira e deixe escorrendo, apertando de vez em quando). Misture a quinua fria aos tomates, pepino, salsa, hortelã e pimenta síria. Leve à geladeira por 2h antes de servir. Tempere seu tabule na hora de servir, pois o sal irá desidratar os tomates e pepinos e criar caldo. Então, pouco antes de servir, junte o sal ao seu gosto, o azeite e o suco de limão e misture bem.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

SHIMEJI NA CHAPA

Aproveitando o sucesso da receita de tempurá de legumes, publico outra receita veggie, fácil e saborosa, que todo mundo come e elogia. Afinal, quem não gosta de cogumelos?! Além de serem ricos em fibras, vitaminas, sais minerais, antioxidantes, são saborosos e suculentos. Ou seja, nada que lembre aquelas comidas integrais sem graça. Saúde começa pela boca, mas me recuso a comer ração (ou coisa parecida)...rs.

SHIMEJI NA CHAPA – 2 porções

300g de shimeji bem lavados e secos
2 colheres de sopa rasas de manteiga
3 colheres de sopa de água
2 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)
1 dose de sakê
2 ramos de cebolinha picadinha

Solte os cogumelos da base do talo, puxando-os delicadamente. Aqueça bem uma chapa ou frigideira e ponha a manteiga. Deixe-a derreter por completo. Junte todos os cogumelos e mexa para a manteiga cobrir tudo. Acrescente aos poucos a água e o shoyu, e continue refogando até os cogumelos começarem a amolecer. Acrescente o sakê e deixe evaporar o álcool. Apague o fogo, junte a cebolinha e mexa por mais uns instantes. Sirva ainda quente.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

TEMPURÁ DE LEGUMES + MOLHO P/ TEMPURÁ

Nosso amigo William é vegetariano convicto e sempre olhou meio torto para restaurantes orientais, já que neles se servem toneladas de peixe cru e outras iguarias que eu não abro mão. Mas venceu o preconceito e aprendeu a apreciar alguns pratos mais veggies do menu, como o tempurá de legumes e o rolinho primavera de queijo. Ontem, ele se aventurou por alguns sushis (sem peixe), mas não foi um caso de grande paixão. A paixão dele é realmente o tempurá de legumes e por isso, posto uma receita bacana. Yoshiiii daishooo matsu!

TEMPURÁ DE LEGUMES + MOLHO P/ TEMPURÁ

MASSA:
2 copos de farinha de trigo
1 copo de cerveja gelada (s/ espuma)
1 boa pitada de sal
Cubos de gelo
½ litro de óleo de milho para fritar (óleo de milho não tem sabor)

VEGETAIS:
Abobrinha
Cenoura
Cebola
Berinjela
Couve-flor
Brócolis
Batata doce
Vagem
Pimentão

MOLHO:
2 copos de água
½ pacote de hondashi (caldo oriental de peixe em pó, favor não trocar por knorr ou similar)
2 colheres de sopa de shoyu (molho de soja)
1 xícara de café de saquê mirim
1/4 xícara de chá de gengibre em pedaços (s/ casca okay?)
Cebolinha cortada em rodelas finas

Recomendo fazer o molho primeiro, pois o processo de fritura do tempurá é rápido. Ferva a água e ponha o hondashi, dissolvendo-o bem. Junte os demais ingredientes (exceto a cebolinha) e deixe ferver por 3 min. Espere esfriar e junte a cebolinha. Agora vamos ao tempurá. Misture a cerveja na farinha e mexa bem até a massa ficar no ponto (nem muito grossa, nem muito fina) e grudar nos vegetais que devem estar crus. Junte sal à massa, mexa e leve-a ao congelador. O choque térmico da massa gelada e do óleo quente é o que deixa a massa crocante, leve e sequinha. Enquanto isso, corte ou rale grosso os vegetais crus. Esquente o óleo e misture os vegetais à massa, se necessário ponha alguns cubos de gelo na massa para ela não esquentar. Pegue pequenas porções de legumes com uma colher e ponha direto no óleo (cuidado! pode espirrar um pouco) e deixe fritar de todos os lados até ficar dourado. Retire e escorra bem em papel toalha. Os legumes ficam cozidos al dente (levemente crocantes por dentro e macios por fora). Sirva ainda quente acompanhado do molho.

PS1: esta mesma massa serve para fazer tempurá de camarão. E o molho também serve para guiozas.
PS2: vc pode fazer os legumes separados e em pedaços maiores, sem ralar e misturar todos eles. A apresentação fica melhor assim e os seus convidados podem escolher qual vegetal querem comer.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

FAROFA DA BELL

Como um bom cearense, adoro uma boa farofa! Das mais simples apenas com alho e farinha torradinha até a famosa farofa carioca com banana e tudo mais. E como no almoço da Bell tinha que ter farofa para ser completo, tive que me virar e fazer uma que agradasse a grego e troianos. Complicado fazer comida para pessoas que vc não conhece, já que gosto e estou acostumado a fazer sempre coisas para agradar a todos os meus comensais. Felizmente assim como os outros pratos a farofa tb foi um sucesso. O toque diferente ficou pela presença do aipo que resolvi colocar de última hora depois que a farofa estava pronta. Se joguem na farinha e tomem cuidado quando bater o vento...rs.


FAROFA DA BELL

500g de farinha de mandioca fina
1 cenoura grande ralada
100g de azeitonas pretas sem caroço, escorridas e bem picadas
1 talo grande de aipo ou salsão picado em cubos bem pequenos
2 dentes de alho esmagados
1 cebola grande bem picada
200g de manteiga ou margarina
6 colheres de sopa azeite (não precisa ser extravirgem, pois vai ser aquecido)
Sal ao seu gosto

Ponha os cubos de aipo em uma pequena tigela, ponha um pouco de água e leve ao micro-ondas por 2 minutos em potência alta. Escorra bem e deixe esfriar. Em uma panela ponha o azeite e deixe esquentar, acrescente a cebola e pacientemente refogue até ficar transparente, mexendo de vez enquando. Junte o alho e mexa até dourar tudo. Ponha a cenoura e refogue por uns 2 ou 3 minutos, sempre mexendo. Acrescente a azeitona, o aipo e a manteiga, mexendo bem até derretê-la. Junte a farinha e mexa pressionando bem para passar a gordura dos ingredientes refogados para toda a farinha. Apague o fogo, acrescente o sal e volte a mexer. Sirva quente ou fria.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SOUFLÉ DE LEGUMES

Ainda pro almoço da Bell, precisamos fazer uma receita vegetariana e a escolhida foi um souflé de legumes. Leve e delicioso, pode ser servido quente ou frio (quente fica melhor) é prático e rápido de ser feito. Resgates os legumes que tiver perdido na gaveta de sua geladeira e mãos à obra!

SOUFLÉ DE LEGUMES

4 ovos (separe as gemas das claras)
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
2 colheres de sopa de farinha de trigo
300ml de leite (em temperatura ambiente)
1 pacote pequeno de queijo ralado
2 xícaras de chá de brócolis cozido e picado grosso
1 cenoura grande cozida em cubos
1 pimentão vermelho pequeno picado
1 pimentão amarelo pequeno picado
1 pacote de cogumelos de paris congelado
½ xícara de chá de vagem cozida e picada
Manteiga ou margarina para untar
Farinha de trigo para polvilhar
Sal e pimenta do reino ao seu gosto

Pré-aqueça o forno em temperatura média. Cozinhe a cenoura, o brócolis e a vagem. Bata as claras em neve. Enquanto isso em uma panela, derreta a manteiga / margarina, junte a farinha de trigo e misture bem. Acrescente o leite todo e mexa até dissolver e encorpar. A ideia é fazermos um molho branco que vai servir de base para o souflé. Quando ficar pronto retire do fogo, deixe esfriar e acrescente as gemas (sem a pele) e o queijo, misturando bem. Pincele um refratário com manteiga e polvilhe com farinha de trigo. Misture o molho branco com os legumes, acrescente sal e pimenta. Junte as claras em neve e misture delicadamente de baixo para cima para as claras não se desfazerem. Ponha essa mistura no refratário e leve ao forno até dourar. Pode servir quente ou frio, como entrada ou acompanhamento.

PS: vc pode utilizar os legumes que preferir e tiver a sua disposição.

TOMATES ASSADOS

Minha amiga Bell me pediu para preparar um almoço neste sábado. Dentre as mil e uma ideias que surgiram, decidi fazer um acompanhamento simples e de sabor inigualável. Perfeito para acompanhar carnes assadas ou grelhadas no seu dia a dia. Segue a receita.


TOMATES ASSADOS

6 tomates médios bem maduros
6 colheres de sopa de farinha de rosca
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
50g de queijo parmesão ralado
Alecrim ou orégano, sal e pimenta do reino ao seu gosto
Azeite de oliva

Pré-aqueça o forno em temperatura alta. Lave bem os tomates, parta-os ao meio e corte os pedúnculos e descarte-os. Não precisa retirar as sementes. Misture os ingredientes secos em uma pequena tigela. Pincele balsâmico em cima dos tomates e cubra-os com os ingredientes secos. Pincele o fundo de uma assadeira com azeite e ponha os tomates com cuidado e regue-os com mais azeite. Leve ao forno até dourar a cobertura e os tomates amolecerem um pouco. Sirva quente.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

BATATAS PICANTES AO FORNO

Ontem comemoramos o niver de nossa querida amiga Bell e decidimos fazer um jantarzinho para botar o papo em dia. Começo de semana e pra não me sobrecarregar optei por um cardápio fácil: carne grelhada + molho (q fiz um dia antes) + risoto + batatas ao forno. Hoje vou postar a receita da batata ao forno, pois foi a grande estrela da noite, mesmo eu ingenuamente tendo feito pouca, pois era basicamente para substituir o risoto para o Anderson, já que ele não consome arroz nem com reza brava, muito queijo ou creme de leite...rs.

BATATAS PICANTES AO FORNO – 4 porções

6 a 8 batatas médias c/ casca cortadas em cubos bem grandes (morro de preguiça de descascar batatas, então, sempre lavo-as bem e mando-as pro forno).
½ garrafa de creme de leite fresco (nunca é demais explicar, creme de leite de caixinha ou lata não suportam longos cozimentos)
Bastante azeite de oliva
Sal ao seu gosto
Bastante páprica picante e pimenta do reino moída (no olhômetro, meia colher de sobremesa rasa)
Um pouco de queijo parmesão ralado (pouco mesmo, não precisa entupir de queijo, okay?)

Pré- aqueça o forno em temperatura máxima. Enquanto isso lave as batatas e corte-as. Em um refratário ponha bastante azeite, o sal, a pimenta e a páprica e misture com os dedos. Jogue as batatas nessa mistura e mexa bem com as mãos, para que todo os lados das batatas sejam temperados. Adicione o creme de leite por cima das batatas e finalize salpicando levemente um pouco de queijo, pois a ideia aqui é que o queijo ajude a dar uma cor mais bacana a batata e não sobrepor seu sabor ao dela. Leve ao forno por 40 a 50min, até que esteja bem cozida e com as extremidades dos cubos bem dourados. Sirva ainda quente, podendo substituir o arroz como acompanhamento de carnes assadas ou grelhadas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

ARROZ À GREGA

Já que estamos indo de receitas vintage, resolvi ampliar a lista de receitas de arroz, porque ele nunca é demais. E também não é porque a receita é antiga que ela deixa de ser boa. Não estou certo?! A moda não vai e vem? Então, as receitas que já foram moda décadas atrás também têm o mesmo direito. Assim, tanto para mim e quanto para vocês, vai uma excelente receita de arroz à grega. Mesmo que ela não exista na Grécia, pois, na realidade, se trata de uma receita brasileiríssima. Bom apetite!

ARROZ À GREGA – 6 porções

2 cenouras médias descascadas e em cubos bem pequenos
1 cebola pequena picada em cubos
150 g de vagem cortada em rodelas ou ervilha congelada
1 pimentão vermelho ou amarelo em cubos bem pequenos (opcional)
1 dente de alho descascado e amassado
1 folha de louro
4 colheres de sopa de azeite (como vai ao fogo, não precisa ser extravirgem)
2 xícaras de chá de arroz cru
4 xícaras de chá de água fervente
Sal e pimenta-do-reino ao seu gosto
100 g de presunto em cubos pequenos (opcional)
100 g de uvas passas (s/ sementes, please!)

O segredo dessa receita é cortar os ingredientes em cubos bem pequenos e do mesmo tamanho. Faça isso com a cenoura e o pimentão (lembre-se de descartar as sementes e parte interna branca do pimentão, pois é ela que dá a famosa azia). Cozinhe as vagens ou ervilhas (cubra-as com água, acrescente um pouco de sal e após ferver conte 4 a 5min). Se utilizar vagem, escorra-a, espere esfriar e corte em rodelas não muito grossas. Enquanto pica os ingredientes, ponha a água para ferver. Em outra panela, esquente metade do azeite e refogue a cebola até ela ficar transparente. Acrescente o alho e refogue mais um pouco. Coloque o arroz cru e misture bem, adicione a água fervente, a folha de louro e sal. Misture tudo, abaixe o fogo e deixe a tampa da panela entreaberta e cozinhe o arroz até água secar (mais ou menos 15min). Apague o fogo, tampe a panela completamente e deixe o arroz descansar por 5 minutos (assim ele ficará mais soltinho). Solte todo o arroz com um garfo e jogue fora a folha de louro. Em uma frigideira grande, ponha o restante do azeite para esquentar, junte a cenoura e refogue-a por 4 minutos até ela começar a amolecer, junte os outros ingredientes e refogue por mais 2 ou 3 minutos, tempere com um pouco de sal e pimenta, misturando bem. Acrescente o arroz e mexa até incorporar tudo. Sirva imediatamente.

sábado, 29 de maio de 2010

GRATIN DE BATATAS COM PIMENTA BIQUINHO

Há alguns anos atrás participei do Concurso Les Chefs Sofitel, no qual tínhamos que apresentar uma receita inovadora de bacalhau, além de dois acompanhamentos, sendo um deles obrigatoriamente à base de batatas. E tudo com um toque regional. Os fatores complicadores eram que não sou grande apreciador de bacalhau e por isso mesmo, até então, eu nunca tinha preparado um. E para piorar, também não era grande apreciador de batatas. Mas por incentivo de minhas amigas Ilana (que me avisou do concurso) e Alessandra (minha degustadora oficial), resolvi encarar o desafio. O resultado de tudo isso foi um segundo lugar na final Norte-Nordeste, um fds maravilhoso em Salvador e uma receita de gratinado de batata com pimenta biquinho (isso, aquela pimenta que não arde, mas tem um sabor incrível) que é um sucesso. A receita completa do bacalhau é muito longa, mas a do gratinado é facílima e se encaixa bem com a proposta deste blog e por isso, apresento-a a vocês.

GRATIN DE BATATAS COM PIMENTA BIQUINHO – 8 porções

1 ½kg de batatas inglesas
1 caixa de creme de leite + a mesma medida de leite integral
1 cebola pequena
15 a 20 pimentas biquinho
Sal, pimenta do reino e páprica picante ao seu gosto
Azeite

Lave bem as batatas, e corte-as em rodelas bem finas com casca e tudo, de preferência utilizando um mandolin (ralador) ou o processador de alimentos. Ponha as batatas já cortadas em uma vasilha com água para que não oxidem e fiquem roxas. Quando terminar de cortar todas comece a fazer o creme, picando bem a cebola e partindo as pimentas biquinho ao meio, no sentido da altura, e misturando-as bem com o creme de leite, o leite, o sal, um fio de azeite, a pimenta do reino e um pouco de páprica. Agora escorra bem toda a água das batatas e reserve. Em um refratário ou forma pincele um pouco de azeite e faça uma camada com a metade das batatas, e regue com metade do creme, espalhando-o bem. Lembre-se de antes de por o creme, mexa-o bem para que as cebolas e pimentas não fiquem no fundo da vasilha. Faça outra camada com a metade restante das batatas e regue novamente com o creme. Esta última camada não precisa ficar muito lisa ou uniforme. Pode deixar umas rodelas com umas pontas mais pra cima, pois quando assarem, ficarão mais tostadas e crocantes, adicionando mais sabor e um visual mais apetitoso ao prato. Finalize polvilhando um pouco de páprica para dar mais cor (quanto maior for a altura que utilizar para polvilhar, menos tempero utilizará e mais uniforme ele se espalhará) e um pouco de azeite. Cubra tudo com papel alumínio (lembre-se, o lado mais brilhante é o que deve ficar em contato com a comida) e leve ao forno pré-aquecido e alto por 30min. Após este tempo, retire o papel alumínio e deixe o gratin dourar por mais 10 ou 15min. Pode servi-lo como um acompanhamento quente ou frio para qualquer tipo de carne assada ou grelhada. Se quiser dar um aspecto mais bonito na apresentação, pode cortá-lo em diversos formatos utilizando um cortador de biscoito redondo ou de outro formato que achar interessante.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

BATATA RÖSTI (TRADICIONAL)

Por esses dias andei recordando minhas viagens pelo sul do país, e um dos meus destinos preferidos é Curitiba, onde moram meus grandes e amados amigos Roni e Lígia (e seus dois filhos fofos), meu primo Rochester, meu amigo designer e cantor Marcos. E foi o Marcos que me levou a um restaurante especializado em rösti, que são umas fritadas de batata ralada de origem suíça com diversos recheios. Um prato perfeito para esse inverno que se aproxima e um exemplar maravilhoso de comfort food. Mas como todo bom prato, o rösti tem um pulo do gato. A pergunta era como fazer para que a batata ralada ficasse uniforme e não se despedaçasse ao fritar. Depois de muito pesquisar achei a solução e passo aqui pra vcs! Aproveito pra dizer aos meus amigos que estou com saudades de todos e que espero vê-los em breve. Big hugs folks!

BATATA RÖSTI (TRADICIONAL)

2 batatas grandes
3 colheres de sobremesa de bacon bem picado (yeahhhhhh!)
2 colheres de sopa de cebola bem picada
2 colheres de sopa de manteiga ou azeite para fritar
5 fatias de presunto em tirinhas
5 fatias de queijo de raclette ou gruyére ralado grosso
1 ovo

Cozinhe as batatas com casca 24h antes do preparo do prato, deixando-as firmes (após a água voltar a ferver, conte uns 15min). Deixe a água e as batatas ainda com a casca esfriarem e guarde-as na geladeira. No outro dia, quando for preparar o rösti, retire as batatas da água, seque-as, retire as cascas e rale as batatas no ralo grosso. Acrescente o bacon e a cebola, e misture bem. Forre um prato fundo com papel manteiga, ponha uma parte da mistura de batata ralada, bacon e cebola no prato e molde como se fosse um hambúrguer grande, apertando bem. Aqueça a manteiga na frigideira. Com a ajuda do papel retire o rösti do prato e vire-o na frigideira. Retire o papel e deixe fritar bem, até ficar dourado, vire e frite o outro lado. Se você quer curtir a receita original completa, coloque o rösti num refratário ou forma, cubra-o com o presunto e o queijo. Leve ao forno pré-aquecido a 250º. Deixe por 3 a 5 minutos até o queijo derreter. Enquanto isso, frite um ovo e coloque-o por cima do rösti já gratinado. Sirva imediatamente!

PS: Alê, Teco e Lôra, vamos comer rösti com foundue de carne lá no Chalé Suíça?

terça-feira, 11 de maio de 2010

TRIO DE GELEIAS FINAS (PIMENTA, CHAMPAGNE E ROSAS)

Há muitos anos atrás, assisti a um programa do Oliver Anquier em que ele buscava a melhor geleia do país. E ele encontrou uma produtora artesanal em Minas Gerais que passou o segredo da delicadeza e transparência de suas geleias. O segredo é o uso da maçã que quando cozida solta uma substância chamada pectina, que é um gel natural de sabor quase neutro. Sendo assim, basta acrescentar à tal da pectina o sabor que você deseja. Com essa informação fica simples e fácil ter sua geleia deliciosa, no sabor que você quiser! Então, maçãs pra que te quero!


TRIO DE GELEIAS FINAS (PIMENTA, CHAMPAGNE E ROSAS)

GELEIA BASE (PECTINA DE MAÇÃ)

1kg de maçãs
1 litro de água

Cozinhe as maçãs até que elas amoleçam bem, quase virem um purê. Retire as maçãs e coe o caldo em um pedaço de musseline ou pano muito fino. Se não for utilizar na hora, o caldo que é rico em pectina tende a virar um gel quando esfria.

GELEIA DE PIMENTA

600ml de pectina de maçã
6 pimentas vermelhas (malagueta ou dedo de moça)
300g de açúcar branco cristal
25ml de suco de limão

Pique as pimentas, se quiser menos ardida, retire as sementes. Junte todos os ingredientes, exceto o suco de limão e deixe ferver por uns 40min mexendo sem parar. Acrescente o suco de limão, mexa novamente e retire do fogo. Para saber se a geleia está no ponto, faça o seguinte teste. Ponha um prato ou pires no congelador por uns 10 min. Pingue um pouco da geleia no prato, se ela enrugar, está no ponto. Guarde em frascos esterilizados. Sirva acompanhado de carnes assadas como cordeiro, porco ou peru.

GELEIA DE CHAMPAGNE

600ml de pectina de maçã
750ml de champagne ou espumante seco (brut)
300g de açúcar branco cristal
25ml de suco de limão

Misture todos os ingredientes e leve ao fogo por cerca de 40min, mexendo sem parar. Retire a espuma que se forma por cima com a ajuda de uma espumadeira. Faça o teste do prato gelado para ver o ponto.

GELEIA DE ROSAS

600ml de pectina de maçã
1 taça de vinho licoroso tinto
300g de açúcar branco cristal
2 dúzias de rosas vermelhas orgânicas
25ml de suco de limão

Solte as pétalas de rosas dos caules, limpe-as com um pano úmido. Ponha em uma panela a pectina, as pétalas, o vinho, o açúcar e o suco de limão. Deixe ferver por cerca de 40min, mexendo sem parar. Faça o teste do prato gelado para verificar o ponto. Sirva acompanhado de um bom queijo de cabra cremoso, pães e torradas finas.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SALADA DE PIMENTÕES COLORIDOS E CEBOLA

Neste fds estive me lembrando da viagem que fiz para Foz do Iguaçu há muitos anos atrás. Era carnaval e fiquei na casa de amigos e para agradecer a estada agradabilíssima, resolvi fazer um almoço especial. Além do lombo assado servi uma salada de pimentões e cebola que adoro e fica perfeita como acompanhamento de churrasco. Todos acharam que a salada ia ficar com o sabor forte demais, mas enganaram-se deliciosamente...rs. O almoço foi um sucesso e um grand finale para a viagem.

SALADA DE PIMENTÕES COLORIDOS E CEBOLA – 8 porções

1 pimentão amarelo grande
1 pimentão vermelho grande
1 pimentão laranja ou roxo grande
1 pimentão verde grande
2 cebolas grandes
Maionese
Sal e pimenta do reino
Orégano desidratado ou salsa fresca picadinha
Azeite de oliva extravirgem

Corte os pimentões ao meio e retire as sementes e a parte branca (são estas listras brancas que nos fazem lembrar o dia inteiro que comemos pimentões). Corte todos os pimentões em tiras. Descasque as cebolas, parta-as ao meio e corte-as em tiras finas. Há duas versões dessa salada, a completamente crua, que tem o sabor um pouco mais forte e textura crocante. E a versão com as verduras escaldadas, que fica com o sabor um pouco mais leve e textura mais macia. Seja qual for a versão que você escolher fazer, saiba que a maionese alivia qualquer ardor excessivo que surja das cebolas. Para fazer a versão crua, basta misturar os pimentões, a cebola com bastante maionese, um pouco de azeite, sal, pimenta do reino e uma boa pitada de orégano ou salsa. Deixe na geladeira por 1h antes de servir (assim a maionese faz o seu serviço e amansa a cebola). Para fazer a versão escaldada, vamos “branquear” todas as verduras. O processo de branqueamento é super simples. Ponha uma panela com água para ferver e ao lado uma tigela com água gelada e bastante gelo. Quando a água estiver fervendo ponha uma parte das verduras e conte 1 a 2 minutos. Retire toda a verdura da água quente com a ajuda de uma peneira ou escumadeira e ponha na água bem gelada, imediatamente. Escorra e reserve. Faça isso até acabar com toda a verdura. O choque térmico ajuda a manter a crocância e cor dos alimentos, e para o processo de cozimento. Escorra bem toda a verdura escaldada e tempere. Sirva esta salada gelada acompanhando carnes grelhadas ou assadas.